terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sempre fui do tipo que dá importância a coisas pequenas, coisas que talvez não façam muito sentido pra outras pessoas. E sempre sofri muito com tudo isso. Tenho certeza que não sou daqui, e por favor, não tente me convencer do contrário se eu sei que meus sonhos são absurdos aos olhos do mundo. E sempre que tentei compartilhar meu infinito particular, alguém sempre o limitava, deixando-o pequeno demais para a imensidão dele aqui dentro. Foi então que decidi escrever. Escrever para alguém que nunca vai ler essas coisas que ficarão empoeiradas, esquecidas. Perda de tempo? Talvez. Porque talvez as coisas que escrevo aqui nem sejam tão inúteis assim, talvez exista até quem goste delas. Então me sentirei útil de alguma forma. Eu não sei cobrar, eu não sei implorar, eu não sei pedir, eu não sei me explicar pra ninguém, então eu escrevo. Escrever: uma maneira de se eternizar e eternizar tudo aquilo que que não pode ficar.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Se não puder mais voltar, mande notícias, eu as esperarei como quem aguarda uma manhã de sol depois de intermináveis dias de chuva. Dizem que enquanto o tempo náufraga ele leva tudo embora. Mas eu não quero que você vá.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

  Sabe, se estou triste agora, é porque algo tá errado. Não me pergunte o porque, mas foi você quem plantou esse sentimento em mim. E por mais que eu erga a cabeça e finja que estou intacta, por mais que eu tente ser dura com tudo isso, por mais que meu sorriso pintado me distraia, eu sei que algo aqui dentro tá doendo e eu não sei o que fazer pra passar, porque eu acho que guardei sonhos em você. Porque todo esse tempo você desenhou sorrisos nas minhas palavras e guardou futuros abraços na minha mente. Mas agora eu levanto, tropeço, reflito e percebo que estou dando voltas em torno de mim mesma, tropeçando em razões que são poucas e distantes, tentando encontrar um motivo pro meu imperdoável erro de ter esquecido que entre o nosso futuro e o nosso presente existe uma vida repleta de caixinhas de surpresas.
  Você realmente achou que eu nunca poderia me dar conta da existência das tantas outras vidas entre nossas vidas, ou que eu não saberia que isso uma hora iria acontecer, mas eu queria que você soubesse que antes que eu visse, eu pude perceber e sentir tudo e saber de cor até aquilo que você ainda nem pensou. Pude sentir você distante, pude sentir você desnecessariamente me machucando aos pouquinhos, como quem despedaça uma flor. E te olho mesmo sem poder te ver, mas não vou te chamar, porque eu acho que já me machuquei o bastante. Não, eu não tô confundindo as coisas, tem algo errado sim, porque eu tô falando de lealdade e não do que possa parecer. Quanto ao sentimento que inevitavelmente cresceu aqui dentro e que um dia conversamos sobre em uma das tantas nossas conversas mágicas, acredite, eu repetia pra mim os riscos de tudo todos os dias, mas é que por vezes esquecia. Eu não queria me magoar com você, não queria.
Quantas vezes eu quis fazer tudo certo e pequei por falar demais. Sem saber onde, como, nem quando, todo esse tempo agora não parece tanto... Sabe, no fundo só eu sei como me custa deixar tudo isso pra trás, é como abrir mão de um sonho. Agora eu vou seguir em frente, como se você nunca tivesse entrado na minha vida e bagunçado tudo aqui dentro, fingindo não ter sido nada, exatamente assim como você está fazendo.

'Nada se compara, não se preocupe ou se importe, arrependimentos e erros são produzidos pelas lembranças. Quem poderia adivinhar o gosto agridoce que isso teria?'

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

[...]
-quem é esse menino pra quem você escreve coisas tão bonitas?
-como vc sabe?
-tenho lido seu blog... e confesso, estou viciado nele. você escreve muito bem
-brigada. mesmo. É sempre legal quando alguém legal gosta das coisas q a gnt escreve
-mas não vai me dizer quem é? ou ele é imaginário? rs
-imaginário? mas porque seria?
-ah sei lá, vc fala tanto em universo paralelo, em uma falta daquilo que você ainda não conhece e que lhe machuca... ele realmente existe?
-existe, claro.
-ele sabe que você escreve essas coisas?
-acho q sabe, não sei. Eu nunca mostrei pra ele, sabe, então é complicado...
-você deveria mostrar o quão bonito é o que você sente
-não sei se seria legal, ele provavemente iria me ignorar
-ignorar?? meu deus! mas pq ele faria tanha bobagem??
-não sei. Eu tenho medo de perdê-lo. Ele é muito importante pra mim.
-e porque não tentar?
-mais uma vez, é complicado.
-você o ama?
-acho que sim.
-você é uma menina incrível, sabia?
-sou nada, eu sou uma boba isso sim
-mas porque?
-talvez eu espere demais, talvez eu sonhe demais coisas que nunca irão contecer. talvez eu devesse sonhar com a realidade não com o impossível
-ysa, sonhos têm esse nome porque são difícies. Pessoas estão acostumadas com tudo aquilo que é fácil e os sonhos se vão. Mas as melhores coisas são aquelas mais difícies, acredite.