quinta-feira, 2 de maio de 2013

Você gosta de mim, esse é o problema. Você gosta do meu cabelo, do meu jeito, de conversar comigo. Eu poderia gostar de você também, mas o meu coração não sabe gostar: ele ama com todo amor que consegue suportar dentro de si. A sua unha do dedo mindinho do pé, o seu cabelo que quando cresce tem cachinhos, a sua barba, os castanho dos seus olhos, assim como o formato deles, o jeito engraçado que você olha quando não concorda com algo. Eu amo tudo isso.  Eu amo a sua maneira de agir e as suas gírias ao falar ou escrever algo. Você gosta da minha loucura, e, definitivamente, foi o único pra quem eu tive coragem e mostrar as besteiras que escrevi. Você ri das minhas piadas, fala amenidades, e aperta o meu joelho de um jeito que me faz rir. Mas é só um gostar bonito, nada mais. É só um querer bem e um querer que fique bem. Mas amor, amor é outra coisa, outro tempo, outra droga. Cientificamente, amor é o que sinto quando te vejo ou imagino o seu cheiro, e também amor é o que você não sente quando me vê. Você gosta de alguns defeitos meus, enquanto eu amo todo os seus que eu considero qualidades. Olhando pra você eu consigo enxergar o cara com quem eu passaria o resto da minha vida. Enquanto você talvez me enxergue como a sua "little sister".
Você é gota de mar, eu sou todo oceano; você é folha de árvore, eu sou uma floresta inteira. Você tem um coração que cabe no peito; eu tenho um que pulsa e transborda por você do fundo da minha alma até esse texto.