quarta-feira, 18 de junho de 2014

Existe um poema de Neruda que eu gosto bastante, e um dos versos que ficou comigo desde a primeira vez que eu li diz assim: "Es tan curto el amor, y es tan largo el olvido." É um verso que eu relacionei aos meus momentos mais tristes, quando eu precisava saber que outra pessoa tinha se sentido exatamente do mesmo jeito. E quando a gente está tentando seguir em frente, os momentos que sempre voltam não são os mundanos. Eles são os momentos que você viu faíscas que não estavam realmente lá, sentiu estrelas se alinhando sem ter qualquer prova, viu o seu futuro antes de acontecer, e então o viu escapar sem qualquer aviso. Estes são momentos de esperança, extrema alegria, paixão intensa, pensamento positivo e, em alguns casos, de decepção. E, na minha mente, cada uma dessas memórias parecem a mesma para mim. Eu vejo todos esses momentos brilhantes, ardentes, vermelhos. As relações vermelhas. Que passam de zero a cem quilômetros por hora e, em seguida, atingem um muro e explodem. E foi horrível. E ridículo. E desesperado. E emocionante. E quando a poeira baixa, você percebe que é algo que você não gostaria que voltasse. Mas sempre há algo a ser dito por ser muito jovem e estar sentindo tanto a falta de alguém ou sobre pular de cabeça sem medir as consequências que isso lhe trará. E há alguma coisa a ser aprendida todos os dias pela espera de um trem que nunca chega. E há algo de que se orgulhar sobre seguir em frente e perceber que o verdadeiro amor brilha fortemente, e não se desvanece ou está sempre em combustão. Talvez eu escreva sobre outro tipo de amor, se eu encontrá-lo. Mas isto é sobre o amor que foi perigoso, triste, bonito, e trágico. Mas acima de tudo, sobre o amor que foi vermelho.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Desculpa por ter te dito coisas que não se diz a ninguém quando me desapontei e percebi que você jamais iria me abraçar quando eu precisasse ou fazer eu me sentir menos sozinha. Desculpa por ter um otimismo cego e querer confiar em você mesmo você me dizendo o tempo inteiro que eu não deveria. Desculpa por pedir tanto pra você confiar em mim a ponto de ter me tornado chata e repetitiva. Desculpa por ter ido ao seu show como desculpa pra te ver, e por não ter tido coragem de falar com você, mas eu já não aguentava mais de tanta saudade. Desculpa por ter insistido, por querer ir embora, depois voltar e depois querer ir embora de novo. Desculpa por ter dito que não queria te ver nunca mais e três dias depois te pedir desculpas, arrependida. Desculpa por ter te ligado aquele dia e falar demais sobre o que eu tava sentindo e roubar seu tempo despejando em você meia dúzia de grilos ou por não saber onde colocar as mãos quando você olha pra mim. Que louco isso, ter que ignorar tudo isso e não dar ouvidos ao meu amor. Desculpa por ter me sentido insegura diante do desconhecido de tantas primeiras vezes e por ter te perguntado se você realmente se importava comigo. Desculpa por ter dito que não precisava do seu amor nem da sua amizade. Eu preciso sim. Mais do que você imagina e mais do que eu gostaria. Desculpa por ter dito que você não era nem metade do homem que eu pensei que você fosse. Na verdade isso é uma frustração só minha. Desculpa por não conseguir frear as lágrimas que caem descompassadamente dos meus olhos enquanto te escrevo esse texto. É que tá doendo tanto... Se ao menos você soubesse. Desculpa por ser esse problema que você nunca quis resolver nem entender. Desculpa por amar tanto assim você.