domingo, 13 de julho de 2014

Eu queria muito que eu não estivesse te escrevendo hoje, mas é que não deu pra segurar essa agonia de ver o seu eu tão distante do meu. Porque de todas as vezes que você me magoou, eu sempre preferi lembrar da parte que nós deixávamos as bobagens pra lá e nos abraçávamos num abraço tão bom que eu pedia em pensamento pra ele durar umas três vidas. Ou mais. Talvez muito mais.
Eu também guardei comigo aquela tardezinha de segunda em que o sol parecia brilhar mais forte. E de vez em quando o vento me traz o cheiro do seu cabelo. Foi a melhor trade de segunda da minha vida.
Eu não ligava pro seu jeito descompromissado e sua mania de se importar pouco com o futuro, porque não importava qual o momento, você sempre foi muito bom em viver o presente de um jeitinho que sempre me deu orgulho. Era um presente de ti pra mim todos as vezes e você nem soube disso. Você talvez não percebeu.
Você sempre esteve aqui, mesmo que em pensamento e agora as minhas noites de sono nunca mais foram as mesmas.
Eu podia tentar mentir o quanto eu quisesse, mas a verdade é que eu apenas odeio o fato de você ter partido. E eu nem pude dizer adeus.
Todo o tempo em que passamos juntos tive a certeza de que nunca diria adeus, mas tem um que a gente não pode escolher não chegar..  Muito menos quando chega. Eu sinto tanto por tudo.  Sinto por esse destino pérfido e desajustado. – Não era a hora de você ir.
Há exatamente quatro meses que eu ouvi você dizer que eu sou a sua florzinha amarela. A mais linda de todas. Eu era. Eu fui.
Eu queria esvaziar minha mente e pagar toda a dor, mas se isso significa te apagar, eu prefiro continuar com todas as perguntas dolorosas que eu te faço sem olhar pra você. Por que você tinha que me dizer aquelas coisas e me fazer ir?  Eu não me importaria de ficar um dia sem te ver.

Desde que eu pudesse te ver pelo resto da minha vida.