segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não sei, mas de repente me deu um medo enorme de tudo aquilo que eu não posso ter a certeza, de tudo aquilo que eu preciso deduzir, imaginar pra não chorar. E com esse medo uma vontade triste e necessária de ficar um tempo sozinha, só comigo, quieta no meu canto. Uma vontade de deixar tudo assim, como tá, e descobrir sem muitas surpresas que eu imaginei demais aquilo que nunca existiu.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Não vejo mais sentido algum em continuar buscando por aquilo que já não quero e que nem sei se um dia eu realmente coube em mim. Mas sabe, nem eu já sou mais a mesma, e inúmeras vezes sinto como se eu não fizesse parte de nada disso, escutando sem ouvir, participando sem opinar, entrando na água sem me molhar. E é nesse axato momento que a gente percebe que precisa de um grito, uma fórmula inédita ou alguma válvula de escape que nos liberte da sensação de monotonia e marasmo que permeiam certas coisas na vida. O fato é que, o óbvio cansa. E o amontoado de brinquedos que já não me distrai vai dando lugar ao que agora me convém. Só ao que me convém. E hoje me parece até fácil equacionar tudo assim. É, eu realmente andei ignorando por um bom tempo que entre o ontem e o agora algo dentro de mim mudou bruscamente. E eu sei a razão.