quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

E quando finalmente puder abraçá-lo e sentir o seu cheiro que tanto desejei sentir, tudo será como se estivesse matando a sede daquilo que nunca bebi, a saudade daquilo que nunca vivi, mas que sempre esteve em mim.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Eu não sei de onde veio essa vontade louca e linda de querer te conhecer melhor agora. E eu torço pra que você não me ache louca em me sentir bem ao te desvendar aos pouquinhos... Eu fico lendo as nossas conversas antes de dormir. Só para ter certeza que não estou ficando louca, mas isso, admito, tem me enlouquecido. Porque me sinto uma idiota deixando pistas por toda a parte. Dizendo tantas besteiras uma atrás da outras. Mas isso não te faz me enxergar, não é mesmo? Eu queria não acreditar que isso é tudo coisa da minha cabeça.
Repare bem, tem um outdoor em frente a sua janela. Uma frase que deixei escapar na nossa ultima conversa. Sempre houve mais do que um refrão nas músicas que ouvimos e cantamos juntos. Eu realmente não compreendo. Se você tem sido mesmo a pessoa que minha alma mais está em sintonia nesse mundo, já deveria ter percebido o que todos os outros estão cansados de saber. Eu tô na sua. Eu tô completamente na sua. Estou mais na sua do que na minha, se quer saber.
Isso te assusta? Pois é, eu também morro de medo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Algumas coisas ainda não me deixam em paz, como a primeira vez que falamos sobre isso, ou aquele dia em que nos beijamos pela primeira vez naquela praça, em meio aquela festa cheia de gente, a magia do lugar tomando conta daquele chão. Você me pedindo pra ir pra casa com você, eu entrado pela porta totalmente sem jeito, o ar frio, mas algo parecia como estar em casa de alguma forma. Sua doce disposição, meu olhar arregalado. Eu consigo lembrar disso após todos estes dias, e eu sei que já faz muito tempo. E que aquela magia já não está mais aqui e eu talvez devesse estar bem, mas eu nunca estive bem de jeito nenhum. Porque aqui estamos nós de novo, naquela mesma praça. Vento no meu cabelo, minhas mão geladas, eu estava lá, eu me lembro disso tudo muito bem. Você me falava sobre o seu passado pensando que o seu futuro seria eu. Eu sei que já faz muito tempo e que não havia mais nada que eu pudesse fazer. E eu esqueci de você o suficiente para esquecer por que eu precisava esquecer.. Talvez nós perdemos nosso sentido na tradução, talvez eu tenha pedido demais, mas talvez isso fosse uma obra prima, até você destruí-la toda correndo assustado.
Você me escreveu aquelas coisas apenas para me quebrar como uma promessa, tudo tão casualmente cruel em nome de ser honesto. E hoje eu não passo de um pedaço de papel amassado deitada aqui, porque eu me lembro daquilo tudo muito bem.
O tempo não vai voar, é como se eu estivesse paralisada por ele. Eu gostaria de ser minha antiga eu novamente, mas eu continuo tentando encontrá-la. Até você me mandar embora e eu voltar pra casa sozinha. Mas eu sei que você guardou as coisas que eu te fiz, porque talvez isso te lembre inocência e inocência te lembrava a mim, e você não pode se livrar delas, porque assim como eu, você também se lembra disso tudo muito bem.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Te espero sentada com meu melhor vestido. É uma espera suicida, eu sei, porque não há garantia nenhuma de que você virá. E essa longas esperas tem me feito tão resistente a dor e a decepção ultimamente... Mas ainda assim, te espero sentada com meu melhor vestido. Quem sabe um dia a gente se esbarra, quem sabe um dia você me diz que sim. Quem sabe um dia você aceite esse imenso amor que de tão grande já não cabe em mim.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Eu pensei direito, fiz uma pesquisa, eu li a respeito e a gente é um só. Eu nos vi no espelho e contei nossos dedos, não fica vermelho, a gente é um só. Sem você, eu sumo, eu morro de fome, eu perco meu rumo, eu fico menor. Eu tenho o seu gosto, eu sou do seu jeito e a cor do seu rosto eu já sei de cor. Mas se você planeja nos partir ao meio, então nem pestaneja e faça sem dó.

O meu desespero é que quando acaba, você fica inteiro, e eu fico o pó.

-Clarice; Um Só

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Eu tenho uma casa que falta móveis e vive bagunçada – mesmo que eu passe a madrugada arrumando. Tenho um caderno de anotações na cama que me faz companhia toda noite. Quando eu penso-penso-penso e não entendo, pego a caneta, tiro a tampa com a boca e escrevo. A maior parte das coisas é bobagem. Algumas delas eu deveria tratar em terapia. O resto, meu bem, só alguém que eu ainda não conheço entenderia.
Eu tenho uma penca de assuntos não pendentes e trabalhos para terminar. Mas acho que eu gosto um pouquinho desse sentimento de pendência que ocupa e preenche aquele velho vazio. Meus textos não seriam meus textos sem meus dramas, então, não me desfaço deles tão rápido facilmente. Lidar com a dor é algo que me faz sentir viva. Mesmo que isso quase me mate.
Às vezes eu ainda digo bobagens e sou contraditória, mas Deus me livre de ser sempre tão correta. Tenho uma estante na sala cheia de livros que ainda não li, mas sempre que vou a livraria, não resisto, compro mais três. Acho que é porque eu gosto de saber que existem novos títulos ali, me esperando, para quando eu estiver pronta para cada um deles. Porque eles me entendem e esperam. Porque eles não vão fugir.
Eu tenho um monte de sonhos novos. Tenho também um monte de emails não lidos, ligações não atendidas e coisas para resolver. Coisas que só dependem de mim, mas eu ando precisando de um tempo. Porque essa pressão tem deixado meu corpo no automático e minha alma no silencioso.
Eu tenho uma gaiola de costelas que protegem o meu coração. É tão frágil. Se eu estiver distraída com os fones, um ônibus pode me atropelar. Não existe nenhuma garantia. Não há nenhum contrato. As letras miúdas diziam que a felicidade é uma questão de ponto de vista, mas eu não sei direito se consigo alcançar.

-B.V

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Quando você se aproxima, meu único desejo é parar de tremer, parar de gaguejar, parar de oscilar entre ou ficar em pé ou ficar sentada. Quando você me cumprimenta, meu único desejo é falar algo que sirva e não as besteiras que saem descontroladamente da minha boca. Quando você chega perto de mim, meu único desejo é saber te olhar apenas o que a cortesia exige, saber controlar a minha respiração que me denuncia ofegantemente, ou saber o que fazer com as minhas mãos geladas. Meu único desejo é continuar com a fome que até então me fazia fraca e que vai embora quando você aparece. E então você reclama que eu nem toquei na comida, mas eu posso te jurar que quando te tenho por perto, é como se eu inexplicavelmente me alimentasse do seu cheiro, da sua voz, dos seus gestos.
Isso é tão ridículo que eu tenho vontade de arrancar o meu coração cada vez que você entra por aquela porta e olha por cima do óculos, com cara de quem sabe o que tô sentindo, mas não dá a mínima. É tão assustador nunca ter essa certeza. As vezes passo pela rua da sua casa. Olhando a todo instante, são tantas janelas, tantas luzes, tantos andares, e um deles é o seu, uma delas tem de ser a sua. Mas eu nunca soube.
E para as noites em claro, digo que é insônia, que preciso ir ao médico o quanto antes, mas o nome disso eu sei que é amor.
Desculpa. Já tivemos essa conversa e o combinado foi cada um seguir o seu caminho. O problema é que se tem uma coisa que eu aprendi contigo, é que esse acordo não funciona no final das contas. Nosso coração já tá preso dentro do peito, lembra? Ele não dá a mínima para as leis que o cérebro inventa.

domingo, 28 de julho de 2013

Pisando nas pedras ainda sigo esperando 
que um dia você fique comigo
Ainda sigo dizendo seu nome 
sem querer a outros meninos
Procurando motivos 
que me façam acreditar 
que ainda tenho uma vida
Roendo minhas unhas
me afogando em prantos
sentindo tanto a sua falta.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Me diga de que adianta minha cintura ter 24 polegadas se você não me toca? Me diga de que adianta escrever pra você todos os dias se você nunca me lê? Essa sala agora está tão vazia, apesar de estar sempre cheia de gente, minha vida está cheia de pessoas, mas eu sinto a sua falta. Espero que não seja muito tarde pra dizer que eu te amo muito, espero que não seja muito tarde pra dizer que sem você esse lugar se parece com São Paulo, chove todos os dias.

Você não sabe, mas desde que você se foi eu descobri que sou apenas metade de um corpo sem aquele abraço.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Se é a chuva de todos os dias que tem aumentado o seu nível ou talvez sejam as coisas boas que não tem o mesmo efeito que costumavam ter. Talvez eu tenho vivido tanto em tão pouco e tão curto tempo que não sei nem que idioma falo nem que velas carrego dentro deste enterro. Sinto que já não tenho forças para saltar e agarrar o Sol, e por mais que eu tente, não escuto nem a minha própria voz. Já não sei se eu vivi dez mil dias ou um dia dez mil vezes. E te escrevo a minha história aqui todos os dias como se fosse possível trocar as perdas por ganhos. E me encontro assim, perdida como uma agulha no palheiro, como areia movediça afundando na minha própria solidão. Tudo isso porque não sei amar pouco. Não aprendi.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Conheço uma menina que conheceu um cara. Eles se tornaram amigos há algum tempo. Ótimos amigos, aliás. Eles se viam quase todos os dias. Conversavam sobre tudo, de um jeito que ninguém mais entendia. E as pessoas gostavam de tentar fazer isso o tempo todo.
Ele, um louco. Ela, uma apaixonada por loucos.
Essa tal menina falava, escrevia e desenhava tudo o que bem entendia. E o que não entendia também. Dragões. Rosas. Flores. Corações. Aspirais. O infinito. Buscava resposta nas páginas dos livros. Diziam que ela estava perdida no labirinto que criou antes de dormir. Draminha. Mas no fundo ela só buscava alguém que pudesse entender.
O menino, pelo que me contaram, ainda não sabia lidar com um monte de coisas. Como tomar decisões. Havia um lugar ocupado na segunda gaveta do armário. Última página do bloquinho. Poucos nomes, uma ordem.
Em uma noite qualquer, vulneráveis como sempre, eles se beijaram. Uma. Duas. Três vezes. Parecia tão simples. Coisa de centímetros. Entre os braços. Depois, entre os lábios. Ele não tinha muita certeza. Ela nem se importava.
Agora as coisas entre eles estão meio bagunçadas. Indiretas coladas numa parede que ele simplesmente atravessa. Ele apagou a luz. Esta ali, mas não quer ver. Acho que não quer machucá-la. Não quer perder a amiga, mas também não quer ver a amiga sofrer para sempre. Mas ás vezes parece que ele a esconde do mundo. E isso dói. É a vítima e o culpado ao mesmo tempo.
Quanto tempo de espera? Ela quis saber.
Como ele não diz, digo eu: Não existe resposta. Existe pôr-do-sol. Um depois do outro.
Gosto muito da menina e admiro o menino. Quero que eles sejam felizes. Como amigos, como amantes, como almas que se entendem. Dia sim, dia não. Enquanto valer a pena.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Aposto que a essa hora da noite você ainda está acordado. Aposto que você deve estar cansado de uma longa e difícil semana. Aposto que você está sentando na janela, fumando o seu cigarro. E aposto que a vezes você pensa em mim. 
Eu apenas queria te dizer que requer tudo de mim não mais falar com você. E que eu sempre desejo correr pra você, e eu espero que você saiba que todas as vezes que eu não faço isso, eu quase faço.
Aposto que você pensa que eu segui em frente ou que eu te odeio, porque todas as vezes que você tenta, não há resposta Aposto que isso nunca te passou pela cabeça, que eu não posso te dizer um oi e arriscar outro adeus.
Nós fizemos muita bagunça e provavelmente seja melhor desse jeito. E eu confesso, em meus sonhos você está tocando meu rosto me perguntando se eu gostaria de tentar mais uma vez com você. E eu quase aceito.

-TS; Eu Quase faço

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Aprendi que quem nasce só sentimentos nunca conseguirá ser leve, meio termo, café com leite. Nem dará certo com gente assim. Quem nasce só sentimentos, na verdade, tende a ser solitário. Ama demais e se entrega demais, é lei. Mas no fim da noite sempre vai correr prum canto querendo entender o sentido de tudo ou sofrendo demais por tudo. Gente que sente demais tem a necessidade não assumida por drama. Nada é bom quando está bom. Não há nenhuma felicidade que não possa ser questionada. Gente que sente demais sempre espera coisas ruins de coisas boas, porque é isso que aprenderam desde cedo. Mas entram no barco naufragando do mesmo jeito. Encaram o precipício e pulam sem pensar duas vezes. Porque, no fim de tudo, por mais que se negue, vale a pena. Sentir vale a pena e é um ato de pura coragem. Quando se sente demais, o tombo é maior, a felicidade é quase uma overdose e a tristeza é do tamanho do mundo. Tudo é bonito e triste. Tudo é sentido dez vezes mais forte e algumas vezes, nem se sabe qual é o sentimento. A dor da felicidade ou a felicidade da dor, por exemplo. Só quem sente verdadeiramente entende isso. Ou melhor, sente isso. Entender não é um privilégio pra quem sente, é tudo questão de tato. Dói ser feliz por medo da felicidade acabar e às vezes a tristeza é confortável porque não se tem mais nada a perder. É uma bagunça. Gente que sente tudo à flor da pele é uma bagunça daquelas. São as pessoas mais tristes e mais felizes que se pode ter. São as mais bonitas de se ver também. A dor que se tem quando sente demais é sempre poética. O peso que se tem que levar para o resto da vida por ser assim, não. Mas aprendi também que quando se carrega algo tão grande assim dentro de si mesmo, eventualmente você acaba aprendendo a lidar e aceitar toda a confusão, porque muito peso nas costas te ensina a levar a bagagem direito.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Você gosta de mim, esse é o problema. Você gosta do meu cabelo, do meu jeito, de conversar comigo. Eu poderia gostar de você também, mas o meu coração não sabe gostar: ele ama com todo amor que consegue suportar dentro de si. A sua unha do dedo mindinho do pé, o seu cabelo que quando cresce tem cachinhos, a sua barba, os castanho dos seus olhos, assim como o formato deles, o jeito engraçado que você olha quando não concorda com algo. Eu amo tudo isso.  Eu amo a sua maneira de agir e as suas gírias ao falar ou escrever algo. Você gosta da minha loucura, e, definitivamente, foi o único pra quem eu tive coragem e mostrar as besteiras que escrevi. Você ri das minhas piadas, fala amenidades, e aperta o meu joelho de um jeito que me faz rir. Mas é só um gostar bonito, nada mais. É só um querer bem e um querer que fique bem. Mas amor, amor é outra coisa, outro tempo, outra droga. Cientificamente, amor é o que sinto quando te vejo ou imagino o seu cheiro, e também amor é o que você não sente quando me vê. Você gosta de alguns defeitos meus, enquanto eu amo todo os seus que eu considero qualidades. Olhando pra você eu consigo enxergar o cara com quem eu passaria o resto da minha vida. Enquanto você talvez me enxergue como a sua "little sister".
Você é gota de mar, eu sou todo oceano; você é folha de árvore, eu sou uma floresta inteira. Você tem um coração que cabe no peito; eu tenho um que pulsa e transborda por você do fundo da minha alma até esse texto.

sábado, 27 de abril de 2013

Sua voz continua roucamente linda quando você acorda? Você continua arregrando os olhos de um jeito fofo que só você sabe fazer quando tira os óculos? E o seu cheiro? Ainda é aquele que até hoje está em mim? Você ainda fica segurando um cigarro entre os dedos esquecendo de ascender quando vai  admitir pra alguém que está amando? Aliás, me diga isso, sem meias palavras, sem medo de me machucar: depois de nós dois você conseguiu ficar inteiro? Porque eu ainda tô aqui tentando juntar os meus pedacinhos. Por favor, não me entenda mal. É só que eu fiquei meio perdida entre o que eu conseguia antes e depois de te conhecer. E amar é uma dessas cosias que eu acho que nunca mais vou consegui fazer. Não desse jeito. Acho que a única pessoa pode me enxergar de verdade e que me tocou fundo foi você. Eu continuo digitando seu número toda vez que quero contar uma boa notícia a alguém. Permaneço querendo ouvir sua voz dizendo que tudo vai ficar bem depois de um dia exaustivo. Eu ainda sonho com o som da sua risada toda vez que conto uma piada sem graça. Eu sinto falta das vezes que a gente conversava besteira e ria sem parar, eu sinto falta de quando você implicava comigo e depois tentava se desculpar. Eu sinto falta do jeito que você ignorava o mundo pra responder as minhas perguntas. E da sua mania insuportável de criticar tudo que eu fazia só pra me irritar. Eu sinto falta até do frio polar do ar-condicionado que me deixava com dor nos ossos, mas que se você estivesse por perto eu aguentava. Eu morro um pouco todos os dia por não receber mais nenhuma mensagem sua. As mensagens mais lindas desse mundo Os seus pedidos de desculpas quando você finalmente admitia que estava errado. Dói não te ver mais jogando Plants vs Zumbies bem ali na minha frente ou lendo seus livros e falando das suas nerdices que eu ainda amo tanto. Eu sinto falta do que você diria quando eu contasse que perdi o controle pela milésima vez e briguei com alguém que gosto muito. E da lição de moral que me daria quando eu contasse que eu larguei tudo por me sentir incapaz. Eu sofro pelo seu cheiro que eu nunca mais pude sentir, por você ali, sempre ao meu lado, iluminado os meus dias. Pelas vezes que você tentou - nem mais vai tentar- me abraçar e eu sempre me esquivava. Pra ser mais franca, eu sofro por tudo o que foi e não é mais e por tudo o que a gente poderia ter sido. Tanta coisa. Eu ainda choro por você todas as noites.

Mas e aí? Você já descobriu onde a gente errou? Eu ainda me questiono todas as manhãs o porque que a gente não deu certo. Porque estávamos sim apaixonados. Ainda quebro a cabeça tentando encontrar nossas falhas. Fico aqui, como uma doida, querendo saber: se a gente amava tanto um ao outro porque teve que se afastar? Porque o nosso final não foi feliz como todos os outros  que nunca acabam quando terminam. No fundo eu só queria saber o porque que a gente teve que ter um final. Uma droga de final.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando você tá triste, o copo inteiro dói. Como se tivesse mais de um coração.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

É que ontem foi aniversário da minha mãe, mas eu tinha um vazio no peito e os olhos rasos d'água, porque no carro, ao meu lado, existia um banco vazio. E eu pensei que você poderia estar ali com a gente, comigo. Pode parecer bobagem chorar ou ficar triste por isso, mas é que eu sempre quis que a minha família te conhecesse e visse como você é incrível. E você então conheceria a minha mãe que já te ama sem nem mesmo te conhecer (isso graças ao brilho nos meus olhos ao falar seu nome) e ela iria te contar a história de quando eu tinha seis meses de idade e já tentava fugir de casa. E você conheceria o meu avô que é sempre cheio de histórias engraçadas. E você seria amigo do meu irmão e nos finais de semana iriamos ao cinema ou a uma pizzaria. E tenho certeza que meu pai teria orgulho de você, porque saberia que no mundo não existiria pessoa melhor para estar ao lado da sua filha. E nos almoços de domingo você seria nossa ilustre visita. É, eu sei que a gente nunca teve muito. Mas eu sonhei com tudo isso. E pode parecer a coisa mais idiota da face da terra, mas eu ainda continuo sonhando todos os dias.

sábado, 30 de março de 2013

hoje faltou luz. não vou postar nada.

domingo, 10 de março de 2013

E eu que falei que iria deixar tudo isso pra trás, que não queria te escrever, te colecionar, colecionar mais uma dor, exatamente como fiz com todas as outras. Me pego aqui agora, me derramando em prantos. Pra você. Por você. É que eu não posso ignorar o fato de que meus melhores textos serão seus. Eu que falei pra mim que não queria te transformar em um mais um ontem que foi feliz, me pego aqui, como se o fato de te escrever pudesse me fazer trocar as perdas por ganhos e te trazer de voltar.

 "Hoje eu falei pra mim, jurei até, que esse não seria pra você e agora é" :(

sexta-feira, 8 de março de 2013

Olha, por favor, não me deixa. Eu sei que a gente já nem vê direito e quando se vê mal se fala, mal se esbarra, mal se cumprimenta. Mas não me deixa de vez. Não solta a minha mão. Porque eu sou completamente perdida e com você eu pude encontrar um caminho seguro. Não me deixa, por favor. Não aperta mais a minha mão daquele jeito, não finge novamente que eu não tô ali. Não precisa me fazer sorrir como antes, não precisa me escrever, perguntar se eu tô bem ou me dizer o que eu preciso fazer comigo. Mas não me deixa sozinha. Eu tenho medo dos meus fantasmas. Mas desde que eu te conheci ele não me assustam mais, então não vai embora, não de uma vez. Mas se você realmente tiver que ir, me deixa saber ao menos que se eu olhar pro lado, por mais que as coisas estejam diferentes, me diz que se eu olhar pro lado você estará por lá.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Pretends doesn't know that he's the reason why you're drowning.

segunda-feira, 4 de março de 2013

E nós nunca vamos nos beijar na chuva. Eu também nunca vou calar a sua boca com um beijo e nenhuma das nossas brigas vão acabar na cama. Eu nunca vou te observar enquanto você dorme nem te ver sorrindo ao acordar e nunca vou fazer cafuné em você. Não vamos passar as tardes de domingo juntos, também não vamos passar as madrugadas acordados conversando. Não vamos fazer planos pro futuro, escolher os nomes pros nossos filhos. Eu não vou ficar com vergonha conhecendo a sua família. As pessoas não vão olhar pra nós e falarem sobre como nós somos bonitinhos juntos. Não vamos discutir sobre quem vai levantar pra apagar a luz do quarto. Não vamos ter um futuro. Tudo isso poderia ter acontecido, mas não vai. Porque nós dois fomos feitos pra nos conhecermos, nos apaixonarmos, mas não para ficarmos juntos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O problema é que eu fujo. Eu fujo porque não suporto sentir isso 24h por dia. Quer dizer, fugir de você é a única coisa que eu posso fazer. Olha pra gente. A gente mudou, e não digo fisicamente. A gente se distanciou. E não tem reza que faça isso mudar, entende? Eu não vou gritar e você não vai bater pé. Tá vendo só? Se fosse a uns dia atrás, você já teria me mandado parar de fazer charme e de bater os pés com os braços cruzados. Eu quero fugir, porque ficar olhando pra gente desse jeito não dá. Eu tô engolindo tudo. Mas a tua falta de palavras me dói mais do que mil xingamentos. Outro dia uma amiga minha me disse pra não olhar pra trás. E eu pensei que era porque eu ia me arrepender, mas não foi nada disso. Olhar pra trás só me fez ver o quanto que a gente combinava. O quanto você se esforçava pra cuidar de mim, e o quanto eu tentava entender você. E olha bem pra essa bagunça agora. Você pede pra que eu me cuide. E eu digo pra você se resolver e tentar se entender. Porque você sempre faz tudo com cuidado, e isso, de algum jeito bizarro, me faz falta. Eu falo um monte de besteira, mas eu te fazia rir. E você me fazia gargalhar. Agora você me olha sério, não faz mais nem questão de dizer que vai ficar tudo bem. Porque você sempre foi meio bobo, mas não cego. E eu sei que você sente o tanto quando eu sinto. E eu sei que isso vai soar como um pedido de "não desiste ainda, ao menos tenta." Mas pela primeira vez, não é. Você bateu a porta tão forte que eu pude sentir o baque. A gente nem brigou. Eu nem fiz drama e aquele teatrinho. Você nem deu o seu discurso de como eu sou birrenta, louca, menininha e meio imbecil. Eu sei que eu erro. Que sou teimosa. Eu sei que sou imatura. E é isso que me apavora. Porque eu sempre tive medo de palhaço, escuro, fantasma e embuá. Mas nada disso chega perto do medo de perder você. E se eu tô soando como uma menina egoísta que acha que a vida é uma droga sem você, que seja. Porque ninguém teve coragem de ser pra mim o que você é. Então deixa eu fugir um pouquinho. Mas deixa a porta aberta, tá?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sempre achei que dizer "eu te amo" pudesse estragar tudo. E nunca disse por medo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Eu tô sentindo tanta falta da nossa amizade e do tempo que a gente gostava de conversar. De quando eramos só amigos e não tínhamos pretensões ou medos. De quando você me xingava e eu te xingava de algo pior. De quando eu te inventava personagens pitorescos e você ia na onda só pelo prazer de devanear comigo. Sinto falta de quando eu chegava triste e você me fazia sorrir sempre. Eu amava isso em você. Mas o que aconteceu com a agente, me diz? O que aconteceu com a nossa sintonia que de tão perfeita eu me via obrigada a fingir não te suportar as vezes só pra não dar tão na cara que eu era sua fã assumida. Eu sinto falta de quando a gente era a gente mesmo. De quando você roubava meu pensamento, minhas vontades. Agora eu vejo essas novas pessoas que estamos tentando ser um com o outro, mas a Raysa de antes, a que eu sempre fui, me sufoca aqui dentro. Ei, e quando eu vir uma coisa bem engraça, mas tipo bem tosca que só você entenderia a graça, com quem eu vou compartilhar? E quem é que vai acompanhar meu raciocínio desmiolado, pra quem eu vou mostrar as músicas mais engraçadas e lindas desse mundoQuem é que vai me entender, me diz? Ás vezes eu tenho vontade de passar por cima de tudo isso, mas é que ainda tenho muito medo de afundar novamente. Então eu começo a tentar remar pra longe. 
Hoje enquanto todos falavam do dia em que inevitavelmente você terá de ir embora, eu quis tapar os ouvidos, gritar e sair correndo, só pra não ter que sentir o coração latejar. Porque aí eu me dou conta de que um dia vou abrir aquela porta e não mais encontrar a bagunça na sala e nem a sua mochila ocupando espaços e eu vou conseguir me esparramar, transitar bastante livremente, vou poder desligar o ar condicionado a hora que eu quiser e bem entender e não mais passar mal com seu frio polar. Vai sobrar apenas um buraco triste entre a mesinha do computador e a estante. Não terá mais aquele seu livro de 10.0000 de páginas em cima da mesa ao qual eu me questiono sempre sobre o fim e você pra me fazer sorrir de um jeito lindo que só mesmo quem sente muita paz consegue. Não terá mais a sua euforia, a cordinha da alegria a qual você se agarra porque tem medo do que passa abaixo dos seus pés. Não terá mais seus olhos arregalados, que conquistam o mundo com uma força imensa que você nem imagina que tem e que me faz ficar horas te olhando quase sem ar. Olhos arregalados que conquistam o universo. Mas um pouco cego pra momentos cruciais de delicadeza e interpretação. E apesar de você ter me visto tanto e feito tanto e sido mais do que tanta gente que tentou bastante, é claro que a luz principal você deve guardar para o seu caminho que eu tenho certeza que será maravilhoso. Olhar com amor requer um tempo que pessoas que estão de passagem não devem ter e eu, em vão, tentei ser aquela maluca da plateia que corre me direção ao pódio solitário. 
Você está certo em correr atrás da sua felicidade, eu é que estou errada quando para um pouquinho pra olhar com tristeza esses sustos da vida. Não existirá mais você tirando onda da minha cara, me dizendo que tudo vai ficar bem quando eu te dizia no escuro que isso que eu sinto era mais ou menos amor mesmo. Porque era. Porque é. Se você soubesse o estado que eu fico quando você não tá por perto, pegando detalhes seus por ali e tão perdida que eu nem sei por onde começar. Eu não aguento mais começar. Queria tanto continuar. Não sei, não aguento, ainda não posso, mas quero continuar. Alguma coisa deu errada em mim, eu não sei te explicar e eu não sei como arrumar e nem sei se tem ajuda pra isso. Me mata constatar como é ficar com saudade já na sexta-feira por que eu sei que não vou te ver por três dias seguidos. Ter que sentir ciúme ou mágoa ou solidão e sorrir pra não ser louca. Eu não sou birrenta, eu só não tenho como me proteger disso tudo. E você não precisa entender o medo que isso dá, mas talvez um dia possa ter carinho.
Ao final sobro eu aqui, com medo das horas, das suas palavras, do amanhã. Se você pudesse me ver agora, tão pequena, tão despedaçada, se você pudesse ver o tamanho do que eu sinto, você me diria aquelas coisas horríveis de novo? Se você visse como agora eu tento parecer invisível e de como isso tá doendo, você diria novamente que eu só consigo te chatear? Me perdoe pelos meus mil anos à frente dos nossos segundos e pela saudade melancólica que eu cheguei a sentir. Me perdoe pelas vezes que de tanto querer leveza acabei pesando a mão. De tanto querer sentir, pensei sobre como estava sentindo, e perdi o sentimento. Ou senti sem pensar, e então foi por isso que precisei  tentar me afastar, sem sucesso, por uns tempos. Minha maior dor é não saber fazer a única coisa que me interessa no mundo que é amar alguém. Me desculpa por ter confundido tudo e estragado a nossa amizade. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo.
Enfim. Cansei de pedir desculpa por quem eu sou. Cansei de ouvir de todo mundo como é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói. Eu deixei que você entrasse com todo encanto que você tem e agora sofro pelo buraco que ficou e pelo buraco ainda maior que vai ficar entre a mesinha do computador e a estante e o meu coração. Você vai embora e eu volto pros meus textos tristes, pras pessoas chatas e previsíveis que tentam me convencer sem surpreender de que a vida é isso mesmo. Vou voltar para as minhas manhãs com o iogurte que eu odeio, mas que é a única coisa que passa pela garganta quando o dia tem que começar. E ficar me perguntando pra quê mesmo que eu fui inventar de o amor revirar?
Mas por favor, me responde, quando você disse que gostava muito de mim era sério? Me diz, nunca mais seremos amigos  de novo? Escrevo isso e choro porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro porque se não acabar morro. Porque sempre que te vejo levo um susto e de repente tudo volta e eu me pergunto como é que eu fiquei todos esses anos sem tem conhecer e aí eu desvio o pensamento um segundo e já não aguento de saudade. É tão estranho ter algo pra se fugir de tudo e depois precisar principalmente fugir desse algo. E daí, se vai pra onde?
Olha, você me disse e me acusou de coisas que me magoaram de uma forma que eu nunca poderia imaginar que fosse magoar um dia, mas o que vai ficar colado em cada parte de mim é a forma como você olha pra mim... A qual sempre vou lembrar, e como eu gosto de você por isso e por tudo, e mesmo quando é ruim, e sempre quando é incrível, e ainda e muito e por um bom tempo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"E aí eu marco três consultas
Antes de adoecer
E aí eu faço um estardalhaço
Só pra ter o que fazer"

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Eu já tapei tantas vezes o Sol com a peneira, eu o tempo inteiro procurava flores nos espinhos. Eu brincava de descobrir pés de alface num amontoado de ferro velho, eu fechava os olhos pra todos os enganos e costumava amar no escuro. Sozinha. É que existia um lado nisso tudo que eu não conhecia e, que quando dei por mim, tive vontade de voltar pra barriga da minha mãe. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Recife dos rios, das pontes e dos overdrives, essa cidade que não nasceu em berço esplendido, mas que encanta com os seus mistérios. Que, logo pela manhã já nos engole sem pouco mastigar, e nos ensina, como uma mãe dura e rígida, que não há trégua eterna nem sofrimento que não tenha fim. E que seduz, implacável, por ser todo mundo e não ser mesmo é de ninguém.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

I'm pushing everyone away, 'cause I can't feel this anymore.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Eu não te peço pra entender. Existem coisas que só a gente tem que saber. Meus demônios cavaram um buraco muito mais profundo do que você jamais vai chegar. Meu sorriso é verdadeiro, mas por favor, não me peça pra explicar o que existe de escuro no fundo do meu olhar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Às vezes me consolo da minha própria chatisse extrema... Pensando em pessoas que eu gosto e imagino serem igualmente chatas, elétricas e de temperamento instável, tipo Roger Waters, até me dar conta que ele é dono de uma das minhas bandas preferidas e portanto PODE se dar ao luxo. Já eu sou apenas um produto da era digital...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Então sempre vai ter aquele momento em que eu pensarei como teria sido tudo isso, o que teríamos construído, o quanto teríamos somado e quantas coisas lindas você teria feito nascer em mim. Haverá sempre aquele momento em que eu vou me ver triste e fechar os olhos desejando profundamente que você estivesse aqui. Aquele momento em que estarei transbordando de felicidade e querer você por perto pra dividir  tudo comigo. Essa eterna curiosidade de você vai me seguir onde quer que eu vá. É como se eu pudesse sentir isso por uma vida inteira, sem nem ao menos ter te vivido, e em cada rua de meu coração, onde me perderei centenas de vezes, existirá a certeza viva de um sentimento adormecido pra me fazer lembrar que meu rio sempre desaguará em você. Ainda que eu encontre alguém que me faça chegar perto da felicidade, eu  posso construir todos os sonhos do mundo ao seu lado, ainda que quando eu abra os olhos você não esteja aqui. Eu posso sumir, eu posso te ver partir um milhão de vezes e ainda assim nada aqui dentro se perder. E de repente eu me dou conta de que ninguém nunca, nunca vai entender o que sinto nem o que se passa aqui dentro. Então eu prefiro te guardar no meu mais íntimo, onde ninguém ousará te tirar. Não esqueça nunca que eu me apaixonei por tudo que existe em você, que eu amo seu jeito  lindo e único de fazer o passado parecer tão engraçado... Só lhe peço que não me esqueça por tão pouco, nem tão pouco espere que eu lhe condene a viver preso a essa teia utópica de desejos  e sentimentos parecidos que nos tira os sono, acredito que o amor não seja tão egoísta a esse ponto. Sobretudo quando na verdade existe um mundo real ao seu redor podendo lhe dar tudo aquilo que eu não posso... Mas sabe de uma coisa? Mesmo que nós nunca fiquemos juntos, mesmo que as nossas vidas nos levem para um caminho completamente diferente, eu sempre vou te amar. Infantilmente