domingo, 30 de novembro de 2014

porque eu lembro da primeira vez que te vi. e do seu olhar em mim. e era exatamente esse que você ainda hoje me olha.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Você tem um jeito de chegar facilmente em mim, e quando você tira, você tira o melhor de mim. Então eu começo uma briga, porque preciso sentir algo e você faz o que quer, porque eu não sou o que você queria. Que vergonha disso tudo, que final chuvoso dado a um dia perfeito. Então apenas vá embora e não use palavras defensivas que você nunca diria.

Você constrói paredes e as pinta de cinza, e eu fiquei lá te amando, tentando limpá-las. E depois você vem com uma ótima historinha da confusão de uma menina com a coragem para te adorar. Você nunca se importou comigo, mas eu chorei, chorei por você. E eu sei que você não diria pra ninguém se eu morresse por você.

Todo sorriso que você falsifica é tão condescendente. Posso contar todas as cicatrizes que você fez, e agora que eu estou aqui sentada pensando nisso, vejo que nunca estive em nenhum lugar tão frio como você.

domingo, 13 de julho de 2014

Eu queria muito que eu não estivesse te escrevendo hoje, mas é que não deu pra segurar essa agonia de ver o seu eu tão distante do meu. Porque de todas as vezes que você me magoou, eu sempre preferi lembrar da parte que nós deixávamos as bobagens pra lá e nos abraçávamos num abraço tão bom que eu pedia em pensamento pra ele durar umas três vidas. Ou mais. Talvez muito mais.
Eu também guardei comigo aquela tardezinha de segunda em que o sol parecia brilhar mais forte. E de vez em quando o vento me traz o cheiro do seu cabelo. Foi a melhor trade de segunda da minha vida.
Eu não ligava pro seu jeito descompromissado e sua mania de se importar pouco com o futuro, porque não importava qual o momento, você sempre foi muito bom em viver o presente de um jeitinho que sempre me deu orgulho. Era um presente de ti pra mim todos as vezes e você nem soube disso. Você talvez não percebeu.
Você sempre esteve aqui, mesmo que em pensamento e agora as minhas noites de sono nunca mais foram as mesmas.
Eu podia tentar mentir o quanto eu quisesse, mas a verdade é que eu apenas odeio o fato de você ter partido. E eu nem pude dizer adeus.
Todo o tempo em que passamos juntos tive a certeza de que nunca diria adeus, mas tem um que a gente não pode escolher não chegar..  Muito menos quando chega. Eu sinto tanto por tudo.  Sinto por esse destino pérfido e desajustado. – Não era a hora de você ir.
Há exatamente quatro meses que eu ouvi você dizer que eu sou a sua florzinha amarela. A mais linda de todas. Eu era. Eu fui.
Eu queria esvaziar minha mente e pagar toda a dor, mas se isso significa te apagar, eu prefiro continuar com todas as perguntas dolorosas que eu te faço sem olhar pra você. Por que você tinha que me dizer aquelas coisas e me fazer ir?  Eu não me importaria de ficar um dia sem te ver.

Desde que eu pudesse te ver pelo resto da minha vida.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Existe um poema de Neruda que eu gosto bastante, e um dos versos que ficou comigo desde a primeira vez que eu li diz assim: "Es tan curto el amor, y es tan largo el olvido." É um verso que eu relacionei aos meus momentos mais tristes, quando eu precisava saber que outra pessoa tinha se sentido exatamente do mesmo jeito. E quando a gente está tentando seguir em frente, os momentos que sempre voltam não são os mundanos. Eles são os momentos que você viu faíscas que não estavam realmente lá, sentiu estrelas se alinhando sem ter qualquer prova, viu o seu futuro antes de acontecer, e então o viu escapar sem qualquer aviso. Estes são momentos de esperança, extrema alegria, paixão intensa, pensamento positivo e, em alguns casos, de decepção. E, na minha mente, cada uma dessas memórias parecem a mesma para mim. Eu vejo todos esses momentos brilhantes, ardentes, vermelhos. As relações vermelhas. Que passam de zero a cem quilômetros por hora e, em seguida, atingem um muro e explodem. E foi horrível. E ridículo. E desesperado. E emocionante. E quando a poeira baixa, você percebe que é algo que você não gostaria que voltasse. Mas sempre há algo a ser dito por ser muito jovem e estar sentindo tanto a falta de alguém ou sobre pular de cabeça sem medir as consequências que isso lhe trará. E há alguma coisa a ser aprendida todos os dias pela espera de um trem que nunca chega. E há algo de que se orgulhar sobre seguir em frente e perceber que o verdadeiro amor brilha fortemente, e não se desvanece ou está sempre em combustão. Talvez eu escreva sobre outro tipo de amor, se eu encontrá-lo. Mas isto é sobre o amor que foi perigoso, triste, bonito, e trágico. Mas acima de tudo, sobre o amor que foi vermelho.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Desculpa por ter te dito coisas que não se diz a ninguém quando me desapontei e percebi que você jamais iria me abraçar quando eu precisasse ou fazer eu me sentir menos sozinha. Desculpa por ter um otimismo cego e querer confiar em você mesmo você me dizendo o tempo inteiro que eu não deveria. Desculpa por pedir tanto pra você confiar em mim a ponto de ter me tornado chata e repetitiva. Desculpa por ter ido ao seu show como desculpa pra te ver, e por não ter tido coragem de falar com você, mas eu já não aguentava mais de tanta saudade. Desculpa por ter insistido, por querer ir embora, depois voltar e depois querer ir embora de novo. Desculpa por ter dito que não queria te ver nunca mais e três dias depois te pedir desculpas, arrependida. Desculpa por ter te ligado aquele dia e falar demais sobre o que eu tava sentindo e roubar seu tempo despejando em você meia dúzia de grilos ou por não saber onde colocar as mãos quando você olha pra mim. Que louco isso, ter que ignorar tudo isso e não dar ouvidos ao meu amor. Desculpa por ter me sentido insegura diante do desconhecido de tantas primeiras vezes e por ter te perguntado se você realmente se importava comigo. Desculpa por ter dito que não precisava do seu amor nem da sua amizade. Eu preciso sim. Mais do que você imagina e mais do que eu gostaria. Desculpa por ter dito que você não era nem metade do homem que eu pensei que você fosse. Na verdade isso é uma frustração só minha. Desculpa por não conseguir frear as lágrimas que caem descompassadamente dos meus olhos enquanto te escrevo esse texto. É que tá doendo tanto... Se ao menos você soubesse. Desculpa por ser esse problema que você nunca quis resolver nem entender. Desculpa por amar tanto assim você.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eu ainda lembro do jeito que você me olhou através da escuridão às 1:58. As palavras que você sussurrou para somente nós sabermos. Eu me lembro daquela noite de dezembro, a batida descompassada do meu coração parecendo que ia sair pela boca... e eu ainda posso sentir seus braços em volta de mim. Mas agora tudo que eu sei é que eu não sei como ser algo que você sinta falta.
Porque eu amo o seu jeito impaciente, eu amo o jeito como você fala, como você me beijou quando eu estava tentando dizer algo. Não há um dia que eu não sinta falta das suas rudes interrupções. Então eu vou ver sua vida em fotos, assim como eu costumava te ver dormir. E eu sinto você me esquecer como eu costumava sentir você respirar, e eu continuarei me perguntando como anda você. Espero que esteja bem onde você está, eu espero que o sol brilhe e que seja um lindo dia e alguma coisa te lembre que você gostaria de ter ficado.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Amá-lo é como tentar dirigir um carro de F1
Em uma rua sem saída
Mais rápido que o vento, ardente como o fogo
E terminando tão de repente...
Amá-lo é como tentar mudar de ideia
Uma vez que você já está voando em queda livre
Como as cores no verão, tão brilhantes e fortes
Tocá-lo foi como perceber que tudo que você queria
Estava bem ali na sua frente
Memorizá-lo foi tão fácil como saber todas as palavras
Da sua velha música favorita
Brigar com ele foi como tentar resolver uma palavra cruzada
E perceber que não há resposta certa
Se arrepender dele é como desejar
que você nunca tivesse descoberto
Que o amor pudesse ser tão forte assim

E as lembranças dele me vêm em flashbacks e ecos e eu digo a mim mesma que agora é a hora de seguir em frente. Mas me distanciar dele é impossível, quando ainda vejo tudo em minha cabeça queimando vermelho...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Você falou gostar do meu cabelo amarelo como se ele pudesse brilhar mais do que a luz do sol de Recife aquela tarde, quando borboletas da mais linda especie voaram do meu umbigo em sua direção. Apenas meu pássaro poeta preferido, seu dom de parar a beleza ao escrever seus versos, seu jeito lindo e único de fechar os olhos quando sorri e sua tendencia em se perder pelo mundo noites a fora. E eu pude ouvi-lo cantar durante todo o verão, até acordar de repente e perceber que precisava ir. Mas quando você pensar em felicidade, espero que você pense pense na minha cabeça deitada no seu peito e no meu pulsar descompassado.
Abril foi um mês de olhos rasos d'água e coração apertado, e eu agradeci a deus por você não estar aqui pra me ver assim sem mais vontade de voar. Mas em um caderno na minha estante há uma carta que você nunca leu de 5 meses atras. É difícil não achar tudo isso um pouco triste, mas ao relembrar suas coisas, vejo que é legal acreditar que você ainda esta aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

“É isso, sei lá, mas acho que gosto de você. Gosto sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem idade, porque a mesma vontade que eu tenho de te comer no banheiro eu tenho de passear de mãos dadas com você ou só de te olhar por horas e horas enquanto te ouço falar. E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, que quase não é. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano. Ninguém acredita na gente: nenhuma cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente ou infelizmente: nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. Eu acredito que ainda vou voltar a subir a ladeirinha que dá pra sua rua, naquelas florzinhas da sua rua. Como eu queria dobrar aquela esquininha com você de novo como na primeira vez. Outro dia me peguei pensando que entre dobrar aquela esquininha da sua rua e ganhar na mega-sena acumulada, eu preferia a esquininha. A esquininha que você dobrou quando saiu da casa dos seus pais, a esquininha que você dobrou tantas vezes quando tava alegre, quando tava triste. A esquininha que você dobrou por um bom tempo, indo para a faculdade, para a casa dos seus amigos, para tocar em algum lugar. Eu amo a sua esquininha. Amo seus rompantes em me devorar com os olhos e amo o nada que sempre vem depois disso. Amo seu nada, apenas porque o seu nada também é seu. Amo tanto, que te deixo em paz. Deixo você se virando sozinho, se dobrando sozinho. Sem a sua esquininha que você não dobra mais. Afinal, por ela você também passou quando me quis, e deixou de passar quando não quis mais a minha mão procurando a sua deitada ao seu lado.”

quinta-feira, 13 de março de 2014

Meu poeta
Dizem que o seu coração se move rápido demais
Mas é o pássaro mais lindo que eu já vi
Pássaro de mente brilhante e alma inquieta
E ele brilha, brilha tanto...
Iluminando tudo em volta
E quando ele canta, seu canto traz algo novo
Que desassossega o corpo e acalma o coração
Fazendo nascer me mim borboletas da mais linda espécie
Que eu cultivo em suspiros
Por ele